CINCO SÉCULOS NA HISTÓRIA DO PORTO
Cinco séculos de história, uma ligação profunda à cidade
UM PALÁCIO COM ALMA PORTUENSE
No coração do Centro Histórico do Porto, entre a Rua de Belomonte e a Rua do Comércio do Porto e a poucos minutos do Douro, ergue-se um conjunto de quatro edifícios históricos cujo coração é o antigo Palácio de Belomonte, também conhecido como Casa dos Pacheco Pereira.
As suas origens documentadas remontam ao final do século XV e início do século XVI, quando Mestre João da Paz, médico e cirurgião dos reis D. João II e D. Manuel I, aqui fixou a sua residência. Foi o início de um legado singular, entrelaçado com mais de cinco séculos de história portuense.
O legado dos Pacheco Pereira
No século XVIII, Manuel Pacheco, primeiro juiz da Alfândega do Porto,foi responsável pela grande transformação da antiga residencia. Foi dessa obra que nasceu, em grande medida, o palácio de carácter barroco que chegou até os nossos dias e que ficaria ligado, durante gerações, ao nome dos Pacheco Pereira.
Retrato dos irmãos João, Mariana e José Pacheco Pereira.
Roquemont, A. (1835-1840)
Um apelido profundamente associado à história portuguesa e que evoca também Duarte Pacheco Pereira, navegador, militar e cosmógrafo, uma das das personalidades mais notáveis da Era dos Descobrimentos. Um legado ligado ao Portugal que encontrou no Atlântico uma porta para o mundo e fez da descoberta, da navegação e da troca de saberes uma parte fundamental da sua identidade.
Conhecido como Casa dos Pacheco Pereira ou Palácio de Belomonte, o edifício conserva ainda as marcas dessa época e das sucessivas transformações que moldaram a sua identidade e lhe conferiram o seu caráter singular ao longo dos séculos.
Um palácio ao ritmo do Porto
Depois de permanecer durante gerações nas mãos dos Pacheco Pereira, o palácio tornou-se, em 1866, sede do Banco Aliança.
Em 1888, iniciaria um dos capítulos mais singulares da sua história: a sua ligação à Companhia de Caminhos de Ferro através de África. Esta fase deixou uma marca duradoura na fachada principal, onde as armas dos Pacheco Pereira deram lugar ao brasão da companhia, encimado por uma coroa real, e alguns dos seus vãos foram transformados em portais.
Ao longo dos séculos, o Palácio de Belomonte acompanhou as sucessivas transformações da cidade, reinventando-se sem nunca perder a sua identidade. Mais recentemente, tornou-se um espaço dedicado à criação artística e ao ensino, acolhendo a Escola Superior Artística do Porto (ESAP).
Uma arquitetura que conta a sua história
No interior, pedra, madeira, ferro e luz revelam a passagem do tempo. A grande escadaria de granito conduz o olhar até uma clarabóia elíptica ricamente ornamentada; tetos artesoados e estuques históricos convivem com paredes de pedra e varandas de ferro forjado. A fachada principal, simétrica e articulada por pilastras, e a ampla varanda posterior com elementos em granito completam o património arquitetónico preservado.
Mais do que detalhes arquitetónicos preservados, são expressões da memória e da identidade deste lugar, testemunhos das diferentes épocas, transformações e vidas que moldaram o palácio ao longo dos séculos.
A história continua
Mais de quinhentos anos depois daquelas primeiras casas de João da Paz, o palácio inicia um novo capítulo.
O projeto de reabilitação devolve vida a este conjunto histórico através de uma intervenção pautada pelo respeito pelo seu património, conciliando os elementos originais com uma arquitetura e um design contemporâneos.
Os espaços históricos dialogam hoje com materiais nobres, texturas naturais e novas intervenções pensadas para o conforto, o descanso e a hospitalidade.
Hoje, CoolRooms Palacio Duarte volta a abrir as suas portas para receber uma nova geração de viajantes. Um lugar onde o passado inspira o presente e cada estadia passa a fazer parte da sua história.